Inclusão
de Crianças Autistas na Rede de Ensino
O Espectro Autista é caracterizado por prejuízos desde os
primeiros anos de vida nas áreas de interação social, comunicação e
comportamento. Os aspectos relacionados à etiologia, às possibilidades
terapêuticas e à inserção em escolas regulares não são conclusivos, dado que
evidencia a importância de estudos na área. Compreender como as crianças com
espectro autista interagem com as pessoas e objetos em ambientes escolares e
como são realizadas as mediações pelas professoras nesses momentos são aspectos
de grande relevância para a elaboração de estratégias de intervenção que
favoreçam a interação social e o processo de inclusão escolar. Nos dias atuais, vive-se uma época em que todos os
ambientes devem trabalhar com a inclusão, principalmente no ambiente escolar,
pois é no mesmo, que o indivíduo é preparado para viver em sociedade. A
inclusão é muito mais que o inserir, é mais do que o simples fato de matricular
na escola. A inclusão para realmente fazer jus à palavra dita, precisa
acompanhar uma preparação tanto do próprio professor quanto da escola, que é de
grande importância para o desenvolvimento da criança, pois não é o indivíduo
autista como aqui é estudado que deve adaptar-se ao ambiente, mas sim o
ambiente que deve ser adaptado e receber a educação inclusiva, pois já, há leis
que determinam esta afirmação. A inclusão nas escolas de ensino
regular pode ser útil tanto para os alunos com necessidades educacionais
especiais quanto, para os ditos “normais”, desde os alunos até o corpo docente
e administrativo da escola, pois a mesma traz consigo o resgate dos valores e o
respeito pela diferença. Como Carvalho (1999) afirma que, a inclusão traz
benefício a todos, pois podem desenvolver solidariedade, respeito às diferenças
e cooperação uns para com os outros. Logo, a inclusão dos autistas nas
escolas públicas é necessária, pois despertar nos educandos atitudes de
solidariedade, pois tal “acordar” começa na escola, onde o indivíduo é
orientado a trabalhar suas atitudes diante da sociedade. A inclusão vai além da estrutura e da boa vontade dos profissionais da educação, “incluir é aceitar, é sentir a educação além do contexto físico do espaço sala ou escola, é, sobretudo, uma forma de estar e de ser dos pais, dos docentes e não docentes, das escolas, da sociedade e do mundo em geral. Isto é inclusão” (CAVACO, 2014, p. 36). O diagnóstico do espectro autista já é difícil para a família. Ao longo da vida, mesmo sendo o agente principal para auxiliar na superação dos desafios, esta família se vê impossibilitada de incluir a criança na educação básica pelo receio de bulling e preconceito, por isso termina por não levá-lo à escola. Diante disso, é necessário a família conhecer a importância da instituição escolar para o desenvolvimento do infante em componentes educativos e sociais. Por se tratar de um tema novo a inserção do autista
enfrenta muitos desafios na nossa sociedade. A escola como agente socializador
desenvolve um papel fundamental no processo de socialização, por isso, deve
estar apta à acolher e desenvolver a criança educacionalmente.